quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


"Ela tem cara de menina mimada, um quê de

esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito

encantado de ser, um toque de intuição e um

tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de

estrela, uma inquietude, uma solidão de artista

e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem

mania de sentir por completo, de amar por

completp e de ser por completo. Dentro dela

tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele

gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna." (Caio F.)










Caio Fernando conseguiu descrever em poucas palavras quem eu sou. Essa é exatamente a quem vos fala.Eu,intensa,esquisita,cheia de sentimentos,humana,querendo ter o mundo dentro de mim,"comer" o mundo e digerí-lo de uma só vez. É bem do jeitinho que eu sou,bem do jeitinho que eu gosto de ser.Obrigada pelas sábias palavras,meu grande inspirador.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


‎"Mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou

podia mas não queria, ou não sabia mais como

se parava ou voltava atrás. Eu tinha que

continuar!"

domingo, 15 de janeiro de 2012

Não,não era.


De repente me veio um lampejo na mente,muito esclarecedor: parece que o amor não existe,ao menos não da maneira como eu o construí na minha cabeça,não com sonhos,não tão arrebatador quanto eu achava que ele podia ser, nem tão puro.

Eu achava que o amor era capaz de tudo.Achava que o amor de verdade mesmo,nunca morreria.Que podia vencer o tempo,a solidão,a distancia.Mas a verdade é que o amor não tem essa força toda,as pessoas não acreditam mais no amor.Não acreditam mais nos encontros das almas,preferem desistir,tentar com outra pessoa,deixar pra lá.

Na verdade eu escrevo isso tudo porque hoje eu duvidei do amor.De que ele já existiu na minha vida,acho que eu nunca senti ou vivi o amor da maneira que eu achei que já tinha vivido.Aquilo não era amor,sozinha não era..Era qualquer outra coisa.

Porque a gente forja o amor.Na ânsia de vivê-lo,de poder senti-lo ao menos uma vez,pensamos que é amor.É tão triste descobrir que não é.Ou ainda pior:descobrir que alguns amores nascem somente para existir por aí e não serem vividos.

Essas descobertas todas tem me entristecido,tem me tornado dura e cética.Será que todo o encanto do que foi era mentira?Será que outras historias que eu viverei serão da mesma maneira? Eles nascem,forjam-se,vestem suas máscaras e depois vão embora sem nenhuma ferida,intocáveis.

Enquanto eu,fico aqui,corroída por dentro,cheia de cicatrizes.E não falo disto com sofreguidão,desta vez não.Embora seja muito triste,isto é uma constatação: parece que o amor é 90% enfeite de nós mesmos e só existe na gente.Vontade de que o outro seja o que a gente é,ou que a gente mais quer em nós mesmos e não achamos.

E eu rezo.Ah eu rezo muito pra que eu esteja totalmente equivocada.Que eu tenha tirado a conclusão pelo caminho mais errado possível.Porque eu tenho acreditado que o amor dói,só dói,só confunde e no fundo,só existe na nossa cabeça.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Balanço de 2011 (um enorme amor a todos que fizeram parte disso)



Se eu fosse resumir o ano de 2011 em uma palavra,seria amadurecimento.
Vivi muitos momentos e experiências –boas e ruins-que me fizeram muito mais humana,muito mais mulher.
Um ano de muitos conflitos internos ,ansiedades,angústias,choros presos,choros altos e demorados,de caras feias,de risadas forçadas e lágrimas disfarçadas,de sapos engolidos,de cristas baixadas,de críticas recebidas com um “muito obrigada”,um ano de superação ,de aprender a ter auto-confiança,auto-estima ,crença e paciência em mim mesma mesmo que capengas, de vez em quando.Enfim,engrossei a casca! (risos)
Um ano de muito companheirismo ao lado dos meus camaradas de militância,meus grandes amigos que me ensinaram e me ensinam todos os dias a ser uma pessoa melhor,mais forte,a lutar pelas minhas ideologias e não ter medo de enfrentar o que for preciso para mantê-las de pé.Estivemos juntos nos bons e maus momentos,acreditando em manhãs melhores para a humanidade.Um muito obrigada a vocês meus grandes amigos da vida.
Um ano que também permitiu que eu conhecesse muitas pessoas novas e com elas,muitos aprendizados e sensações novas.Fiz grandes novos amigos,muitos deles que quero carregar comigo pra minha vida inteira.
Um ano tão corrido que fiquei devendo a muitos amigos (sabe aqueles bons ,velhos e insubstituíveis?) uma visita,um abraço, um colo...A vocês,minhas sinceras desculpas e o compromisso de em 2012,poder ter ou até criar um tempo para revê-los e ser mais presente na vida de vocês.
Um ano de muitas viagens,diversas percepções de mundo em cada uma delas, muitas (mas muitas) gargalhadas, de inúmeros abraços e sorrisos distribuídos,rodinhas de violões,muitos porres (chatos e legais),de muitos virotes na Uneb ,de muito colo e ombro no momento do erro,muito reconhecimento também no sucesso. Um ano também de desafetos,de estresses e estranhamentos,de carências malucas e cobranças desnecessárias, de dramas mexicanos . -mas nada que não fosse corrigível- senão, não seria eu né?(rs)
2011 também representou o “lidar com”.Lidar com as opiniões alheias,com o não planejado,com o inconveniente e até as vezes com o oportunismo.Lidar com o novo,com o que ele tem pra oferecer de bom e de ruim.Lidar comigo mesma,meus mundo de defeitos e aprender a ser melhor.Lidar com o outro e suas diversidades,defeitos e manias.
Um ano de uma saudade doída e muita ansiedade.Espero que isso acabe logo.Vem,2012.
Que 2012 seja um ano de muitos mais sorrisos do que lágrimas.Que 2012 me devolva todos os sorrisos,todas alegrias que 2011 tenha me tirado.E se 2011 foi o ano do amadurecimento,que 2012 seja o ano da consolidação.Consolidar o amor,consolidar a cumplicidade , as alegrias,a força na luta,consolidar o que é do bem na minha vida.
Que 2012 seja doce.Sete vezes pra dar sorte. (rs)

domingo, 18 de dezembro de 2011




“Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.” (Caio F. de Abreu)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Remember.


Os cheiros remetem à memórias.Hoje eu tenho um motivo muito especial pra falar deles.
Como pode exalar um cheiro e se remeter -completamente e intensamente- a uma memória??Como pode algo te transportar de forma tão forte pra algo que você simplesmente quer deixar ou deixou lá atrás por algum motivo (qualquer que seja)?Parece mágica.
Porque os odores são assim?Porque fazem o coração bater mais forte,a mente insistir em recordar...Em cada puxar de ar,esse "cheiro de memória" te toma por inteiro e... se você fecha os olhos você está lá,exatamente lá, na memória recordada.Ao abrir os olhos você retorna ao tempo presente,a realidade.Mas o cheiro continua ali,invadindo suas memórias,seu corpo,sua alma...
É incrível como um cheiro tem um poder mágico de te fazer lembrar de coisas que você não fazia ideia lembrar.Lembrança boa ou ruim...O fato é que o cheiro sempre carrega a nostalgia.

Hoje eu senti isso de maneira muito intensa.Era como se eu pudesse materializar tanta coisa com um simples cheiro sabe?Refiz vários passos nos caminhos da memória.E embora os momentos recordados nunca mais sejam os mesmos,há a esperança de poder eternizá-los nos cheiros,nessa essência de memória que nos transporta como se tivesse nos posto em um túnel envolvido pelo cheiro e nos levasse bem no momento em que aquele odor nos remete.Bem é isso...Não podia deixar de registrar isso hoje.Mexeu muito comigo e precisava compartilhar. ;) Boa noite,bom fim de domingo pra todos.

"Cheiros são cheiros, mas cada um tem em si a essência de cada momento. " (Gabriel Revlon)


[Ouvindo Don't remember- Adele]


domingo, 4 de dezembro de 2011

Um homenagem a quem eu menciono tanto aqui...


Um pouco de Caio Fernando de Abreu- muitas vezes,minha inspiração- pra vocês

Caio Fernando Abreu, o escritor gaúcho que
faleceu há 15 anos, vítima de complicações decorrentes da AIDS, nunca esteve tão vivo. Seu sucesso parece tão vasto quanto sua obra. Ator, astrólogo, jornalista, roteirista, lavador de pratos, viajante, jardineiro, dramaturgo, hippie, mas acima de tudo um escritor, como ele mesmo definiu. Caio foi um pouco de todos os personagens de seus livros.

Caio ganhou prêmios e agradou à crítica literária. Teve amigos que foram ou que hoje são a alma da cultura do Brasil e morreu quando começava sua consagração. Em nenhum momento foi tão amado como é agora, por essa que chamam de Geração Y. Os jovens que conheceram Caio exclusivamente por meio de seus escritos, principalmente em frases soltas na internet, sentem como se tivessem descoberto, mais do que um escritor, um amigo, um igual. Parte deles mal conhece o rosto de Caio, sua história conturbada e intensa, seu amor incondicional à literatura, que o fazia viver quase tudo que escrevia: amam-no pelo que criou.

Ler Caio Fernando Abreu é como abrir um diário que nunca escrevemos, mas que revela tudo que sentimos e pensamos, tudo que queremos esconder dos outros e de nós mesmos. Este parece ser o diferencial de Caio: seus contos jogam-nos na cara coisas que não sabemos sobre nós mesmos, obrigam-nos a fazer uma limpeza interna, pensar sobre o que realmente somos e o que representamos ser. Terrivelmente crua e ao mesmo tempo amorosa e bela, a obra de Caio Fernando nos captura justamente por essas contradições.

Caio tornou-se um mito literário, “melancolicamente póstumo”, como bem profetizou.